19.1.08

carta fechada registada sem aviso de recepção

agora me lembro que há coisas que nunca te disse. não esperes que as vá dizer. o ficar calada protege_me. mas há horas em que não me seguro. e o dizê_las é como encalhar num porto sem abrigo.
daí ser_me mais fácil na palavra.mas nas letras nem tudo o que parece é. o que às vezes parece ser talvez não seja. apesar disso pode ser o que quiseres.
a palavra passa. só o sentir permanece.e é esse estado que alimento.porque é na memória de ser que percorro os dias.e as manhãs. como detesto as manhãs. e os amanhãs. e os depois de amanhã. porque o café é sempre só. e o cigarro desacompanhado.
se possível só saio após. e aí tenho a tarde. igual. só na noite me aconchego. no sossego.
não te quero. porque te quero. e o querer_te torna_se insuportável. que me fazes falta. fazes. quando não estás. e esse sentir cresce. e não é suportável.
por isso não te digo nada.falar de sentidos quando nada faz sentido. que disparate. sem ti não há sentido.
ou há?

8 comentários:

Jacinta disse...

Encontrei seu espaço no Jorge Elias. Que lugar apaixonado. Amei passar por aqui.
Um abraço

Jacinta

un dress disse...

...e agora?

un dress disse...

e O agora?

Ashera disse...

Ai....
Este silêncio fala com muita paixão :-)
Vim ler-te
Agradecer as melhoras em nome do Henrique
E, deixar-te muitos beijos
Bom domingo

ivone disse...

jacinta
volte sempre

un dress
o agora não há

ash
a minha paixão é de silêncio sim
um bom domingo para ti
bj

LB disse...

Penso que em dado momento todos temos uma paixão de silêncio. [gosto do teu cantinho]

S. disse...

Julgo que procuramos ambas o sentido da ausência que a memória das palavras não deixa apagar.

ivone disse...

lb


alimento paixões de silêncio sim

e sobre___________vivo




s.

ausências sem sentido con___ __tudo sentido
com palavras vivas
na memória sim


empatia s.
em________________pa________ti



a.